Acho tão triste esse negócio de desistir. Mas não me resta outra alternativa a não ser essa. Desistir mesmo sabe como é? Largar de lado, num canto escuro e esquecido. Talvez daqui uns... 3 meses ou 4 anos eu tente lembrar e descubra que ainda sinto qualquer coisa que me faça ir atrás. Mas não agora, não hoje, nem amanhã e nem na semana que vem. É simplesmente o fim. Coisa estranha de se dizer né? Afinal, sempre imaginei o nosso fim bem diferente disso. Imaginei você indo embora mas querendo mais que qualquer coisa no mundo que eu apenas diga: "fique". Imaginei muito choro, muita lágrima e muita tristeza - não essa que vivemos agora. Imaginei muitos abraços, muitos beijos, muitos carinhos. Não essa coisa fique-longe-de-mim-pra-sempre-eu-te-odeio. Não. Estava mais pra eu-te-amo-eu-vou-mas-quero-você-pra-sempre. Ou algo do tipo. Não essa bagunça toda em que uma hora você me ama e na outra me odeia. Nada disso, longe disso. Talvez um pouco de magoa, um pouco de tristeza, um pouco de amor, um pouco de tudo. Mas esse negócio de desistir não me agrada. Mas que outra solução pra esse problema que não isso? Eu luto até onde precisar, até cada mínima parte do meu corpo não aguentar mais. Até eu sufocar de dor, mas continuo. Agora já não tem mais essa coisa não-importa-o-que-aconteça-eu-não-vou-desistir. Que nada. Eu desisti mesmo. E sabe o que mais? Não faço como você que diz apenas eu-não-sofro-mais-por-você. Não. Eu digo: eu sofro mesmo, eu choro mesmo, eu me odeio (as vezes) mesmo, nunca precisei negar nada pra você. E assim como você disse, desde o dia que isso tudo acabou, eu continuo dizendo: eu te amo. Só que agora eu acrescento mais algumas palavras: eu te amo... mas eu desisto.
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