quinta-feira, 8 de abril de 2010



Coração acelerado, falta de ar, tremedeira. Agonizei na cama essa noite. Berrei em silêncio, mas minha boca se abriu, meu abdômen se contraiu, meus joelhos subiram e eu fiquei como um feto de barriga pra cima. Abri os olhos e vi um clarão na janela, e ainda era noite – de lua cheia ainda por cima. Você dormia, não dormia? Eram quase duas da manhã. Mas você me ouviu? Foi tão forte meu grito que eu tenho quase certeza que você me ouviu! Eu queria fugir dali, porque a beleza doía, dói, mas não conseguia, não consigo...


...Terminei de ouvir aquele disco e quis levantar, mas me forcei a ficar na cama. Dormi. Quase três já. Sonhei, e, merda! não me lembro mais, tava tudo tão fresquinho. Ah! Eu ajudava alguém, um homem, eu via coisas que ninguém conseguia ver e dizia feito profecia, cartomante ou advinha. Não lembro os conselhos que dei, mas também havia crianças brincando, gente que não entendia, e gente que confiava em mim. Seis e meia já estava de olhos abertos, sem despertador ou mãe me acordando. Às sete pulei da cama e estou ouvindo tudo de novo: coração acelerado, falta de ar, tremedeira, frio. Beleza assustadora.

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