Desistir é sempre a alternativa mais plausível. Dizer "adeus e até nunca mais". Tão fácil, moleza. Vou apenas dizer que acabou e pronto. Fim. Adios. Isso não vai dar certo, eu digo pro meu coração. Larga a mão de ser burro cara, a fila anda, a vida continua, as flores ainda crescem e o mundo não vai acabar, sério. Mas que nada, ele não me ouve mais. Que coisa mais desesperadora. Desistir é sempre a opção que chama a atenção, a mais tentadora. Lutar pra que? Correr em círculos e acabar beijando a própria bunda pra que? Pra nada. Nunca teve fundamento algum tanto sofrimento pra nada. Afinal, o que você me da em troca? Algumas ligações pra espionar minha vida? Eu quero mais que isso. Passar poucas noites aqui só pra ter um corpo quente ao seu lado quando a madrugada esfriar? Eu quero isso todos os dias. Uma mensagem ou outra dizendo algo ruim? Não aguento mais isso. Ligar de volta quando eu ligo e você não atende? Isso é educação e não vontade. Ta vendo só? Eu tenho tantos e diversos motivos pra desistir. Nunca fui muito fã de pessoas assim. Desistir é fácil, é mais fácil sofrer logo de uma vez do que correr atrás pra ser feliz. Mas é assim que deve ser. Não é uma coisa que eu queira, lógico. Nos meus planos nunca esteve escrito que eu iria desistir. Eu até disse à você uma cinco ou seis ou vinte vezes que não iria desistir. Mas e ai, me diz: continuar porque? Essa é a parte triste, a parte em que todos sofremos e choramos. Desistir é fácil. Fracassar também. O fracasso de correr atrás e parar no nada, no vazio. Nunca entendi o sentido de lutar em vão, minha alma não se contenta só com o fato de lutar. Eu luto e ponto. E ai? Algo vai mudar? Você vai me amar mais por isso? Vai me amar absurdamente só pelo fato de que eu lutei, chorei, sofri e morri? Cara, eu só queria ser feliz. Eu só não queria ter que desistir. Essa definitivamente é a atitude mais idiota que já tomei. Já errei, consertei, errei maior ainda. Mas nada, está me ouvindo? NADA é mais idiota que isso. Desistir. E não seria apenas de você ou da felicidade que tínhamos. É do futuro. Dos planos. Cara, eu que tinha tantos planos. Aqueles bem idiotas mesmo: apartamento, família, cachorro e emprego. Desistir. Na minha cabeça eu enxergo A e B, onde A é morrer de amor e B é desistir. A segunda opção ainda me é muito mais atraente. Desistir é fácil, vem logo todo o sofrimento de uma vez, mata o amor e a esperança, acaba com os sonhos, mas passa. Uma hora isso tem que passar. E quanto menos você demonstra querer que eu não desista, ai é que eu desisto mesmo. Quer dizer? Eu não só do tipo que nada pra morrer na praia. Ou 8 ou 80. Ou você ou o nada. E agora, nesse exato momento eu prefiro o nada, o buraco, nem o sim, nem o não e nem o meio termo. O nada. O verdadeiro nada. A neutralidade de tudo que eu sinto. Porque no final, tudo é sofrimento mesmo. E é tudo correr em círculos e acabar beijando a própria bunda. É o nada. Eu só posso dizer: eu desisto.
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