terça-feira, 6 de abril de 2010

Essa é a cor.



A cor da felicidade é o roxo, e eu não pensei duas vezes entre limão ou uvas. Uvas, por favor. Nunca experimentei. É gostoso, disse o moço. E eu estava ansiosa. Parecia errado, merecia desculpa, mas a viagem era minha, então podia encher até a boca aquela vontade de voltar para o quarto. Ninguém respeita o que eu peço, meu não atrai os sins curiosos de pernas e bucetas sem paus, andarilhos amantes do espaço pretensioso que não fica nem no céu nem no inferno. Mas também não é entre, porque esse lugar eu respeito. É nem. E os olhares são preconceituosos ao ouvirem tal expressão, e eu já nem ligo se o plural foi empregado incorretamente. Basta comunicar. Danem-se os mins conjugando o amor. Não importa o sujeito, o que conta é amar. Todo aquele roxo passa através de mim e eu deixo que ele me sugue até quase me vomitar. E no mar, feito caravela, queimaria o primeiro que se atrevesse a invadir o meu lugar. Dessa forma seria inesquecível e aquele cara ou mulher me teria nas suas histórias pra contar. A sereia virou medusa traiçoeira, e alimento a minha cabeça para eu própria não me devorar. O espelho me diz que o sol está ao meu lado e meu brilho amarelo perturba qualquer amante, correspondidos ou não. Curvo-me diante da minha própria imagem. A deusa sou eu e o que entra em mim agora passa pelo controle da felicidade. Mais roxo, por favor, pode completar.

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