terça-feira, 20 de abril de 2010

Roubada

Já roubaram de mim coisas materiais. Já roubaram de mim amores que eu não consegui recuperar. Já permiti que me roubassem a alegria de viver durante alguns dias e a minha paciência quando mais precisei. Já me roubaram lágrimas que rolaram no meu rosto independente da minha vontade, roubaram também a minha inocência, me permitindo enxergar que as pessoas não são tão legais quanto parecem e que nem tanto desejam o sucesso alheio. O tempo me roubou o meu corpo de menina. O sono me roubou algumas horas a mais de um vívido êxtase casual. O nervosismo me roubou a execução daquela atitude que ensaiei ,mentalmente por várias e várias vezes, até que conseguisse atingir a perfeição, mas na hora hesitei. Um leve sorriso ,às vezes, é roubado de mim quando quero fazer uma cena, mas acabo me entregando com uma boca de lua minguante. Mas o melhor de todos os roubos que eu sofro, é um específico que nem é tão frequente, me pega de repente, como todos os outros, mas é diferente. Na verdade é um conjunto de roubos, primeiro o som do ambiente em que estou, depois a tranquilidade do meu coração que palpita incessantemente, a noção temporal de todas as coisas ao meu redor e ,finalmente, uma falta de ar inexplicável que dura um zilhão de anos em cinco segundos. Do que se trata esse roubo? Você sabe... by cereja

Um comentário: