Você nunca se perguntou se era uma pessoa boa ou ruim? Essa tem sido a pergunta que mais tenho me feito nos últimos tempos. Todo mundo é todo tempo bom? O que move um sentimento bom e, se por trás de uma atitude boa, onde pode existir uma intenção obscura, o que torna a atitude ruim? Eu acredito que não me pergunto em vão. As pessoas agem, na maioria, como pessoas boas e eu penso que ninguém quer machucar ou ferir o outro intencionalmente. Infelizmente, isso acaba acontecendo, mais porque cada um tem que se preocupar primeiro em prestar contas com o “eu”, para depois prestar contas com o próximo. Não adianta. Somos movidos pelo egoísmo. Eu achava que a mãe do todos os pecados era a vaidade. Ser vaidoso não é nada além de querer ser o melhor. Vamos falar sério: se você se esforça para uma coisa acontecer, se esforça muito e, na última hora, você tem que decidir entre o seu objetivo e o bem do vizinho, quem volta atrás? Com exceção de pais e mães e alguma “Madre Tereza de Calcutá” que conheço perdida no mundo, mais ninguém. E, mesmo nesse ultimo caso, acredito que a pessoa o faz para “se” sentir bem. Te faz bem ver o outro bem? Egoísmo puro. Não que ache isso errado. Pelo contrario. Acho que todo mundo tem que se colocar em primeiro lugar, mesmo. Pensar em si mesmo dá movimento para as coisas. Você não trabalha só porque quer dar o sangue pela empresa. Você trabalha porque quer melhorar de vida, estuda e faz por isso. A vitória não é mais que merecida? Viu, como você só pensa em você mesmo? Como dizia aquela personagem do filme Carandirú, todo mundo na cadeia é inocente. No fundo, todas as intenções são boas. Mas temos pudores demais para encarar o fato de nunca fazermos nada pelo outro. Isso é errado? Talvez seja apenas humano.
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